A Linguagem Contextual foi elaborada com a finalidade inicial de obter um procedimento de criação de linguagens para dança.
Esta segunda versão da Linguagem Contextual surge da necessidade de correção do texto inicial, na época um rascunho publicado às pressas.
LINGUAGEM CONTEXTUAL
É um método para criação e desenvolvimento de personagens.
A pessoa praticante executa a Ida, um procedimento de investigação do próprio imaginário (para mais detalhes sobre a Ida ler “Conceito Ida”, disponível em: http://neopardasciadeartes.blogspot.com/p/conceito-ida.html).
As memórias resultantes de impressões de Ida (*) são as diretrizes para a construção de personagens. As lembranças da Ida funcionam como o passado do personagem.
As memórias virão do Registro(*), que neste caso deve ser físico (com o corpo, por isso a primeira relação direta com a dança). A Ida deve ter uma Referência(*) sonora.
Durante a Ida, seguir as condições (Contexto) em que o personagem vai atuar. Exemplo: se o Contexto consiste em ficar com um olho fechado e os pés descalços, então ao fazer a Ida o praticante deverá manter tais condições.
Depois da Ida, o personagem (com sua memória) atua segundo o Contexto.
O Contexto são as condições em que o personagem vai atuar, por exemplo: sem poder falar, mentir, abrir os olhos ou sem poder abrir as mãos etc. O Contexto é de livre escolha e deve ser pré-estabelecido.
A dinâmica do corpo em tais condições (Contexto) e com tal memória cria uma forma de atuar, uma linguagem. Por isso Linguagem Contextual.
(*): Segundo o Conceito Ida.
Autores: Ricardo Aparecido Silva, Aline Magnos (Aline Fatima da Silva Costa Magno) e Thiago Magnos (Thiago da Silva Magno).
Organização e revisão: Aline Magnos.
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