O Romantismo, o Simbolismo e o Surrealismo foram momentos/movimentos determinantes para a mudança do estatuto social da imagem ligada ao sonho, à alucinação, enfim, ao onírico. Esse período se estende, do final do século XXVIII, passa pelo século XIX, alcançando ainda as primeiras décadas do século XX.
Os trabalhos de Sigmund Freud iniciaram o que seria chamado de "descoberta do inconsciente", do qual, segundo o psiquiatra, eram emitidas mensagens em forma de imagem. Tais imagens atuariam como indicadores de um estado psíquico que, segundo Freud, seria determinado pela pulsação "única e fundamental" da libido.
Jung, partiu desse contexto, construído por Freud, e atingiu outros horizontes ao ampliar e pulverizar a libido. Para Jung, a imagem assume o papel na construção da psique, processo que ele chamou de "individuação". A imagem, sob essa perspectiva, tem o papel de agente terapêutico e não de sintoma, como o era pra Freud.
Essas correntes da Psicologia elevaram a importância da imaginação, do imaginário e todas as suas manifestações oníricas, religiosas e artísticas, como fontes de conhecimento sobre o Homem.
As imagens e o sistema que as rege estabelecem-se em áreas diversas do conhecimento com a reflexologia e outros estudos anatomofisiológicos, dos quais podemos citar K. Lorenz e N. Timbergen como principais pesquisadores.
A sociologia e a antropologia em especial, por meio dos trabalhos de Roger Bastide e Claude-Lévi Strauss, abordaram a imagem como um importante objeto de estudo.
Na mesma linha, porém em outra direção, Bachelard inaugura a chamada "mitocrítica", que se desdobrará mais tarde na "mitoanálise", tornando-se um dos mais notórios pesquisadores da área. Para Gaston Bachelard, em A Poética do Devaneio, os princípios da fenomenologia tratavam de "trazer à plena luz a tomada de consciência de uma sujeito maravilhado pelas imagens poéticas.
A Escola de Grenoble dá continuidade às "recherces sur l'Imaginaire", iniciadas por Bachelard e que contou com a atuação de Gilbert Durand como um dos fundadores e professores eméritos, além de ser autor de As Estruturas Antropológicas do Imaginário, uma obra sem dúvida determinante para as chamadas "ciências do imaginário".
Tais ciências alcançam o fenômeno religioso e as obras de Mircea Eliade e Henry Corbin comprovam que não há contradição nesse encontro. Ambos pesquisadores estudaram grandemente as manifestação do imaginário no universo da religiosidade.
Em síntese, a busca pela compreensão do fenômeno das imagens e do imaginário humano vem cada vez mais se fortalecendo, criando raízes e nos regalando com deliciosos frutos, dentre eles a criação artística e o auto-conhecimento.
Os trabalhos de Sigmund Freud iniciaram o que seria chamado de "descoberta do inconsciente", do qual, segundo o psiquiatra, eram emitidas mensagens em forma de imagem. Tais imagens atuariam como indicadores de um estado psíquico que, segundo Freud, seria determinado pela pulsação "única e fundamental" da libido.
Jung, partiu desse contexto, construído por Freud, e atingiu outros horizontes ao ampliar e pulverizar a libido. Para Jung, a imagem assume o papel na construção da psique, processo que ele chamou de "individuação". A imagem, sob essa perspectiva, tem o papel de agente terapêutico e não de sintoma, como o era pra Freud.
Essas correntes da Psicologia elevaram a importância da imaginação, do imaginário e todas as suas manifestações oníricas, religiosas e artísticas, como fontes de conhecimento sobre o Homem.
As imagens e o sistema que as rege estabelecem-se em áreas diversas do conhecimento com a reflexologia e outros estudos anatomofisiológicos, dos quais podemos citar K. Lorenz e N. Timbergen como principais pesquisadores.
A sociologia e a antropologia em especial, por meio dos trabalhos de Roger Bastide e Claude-Lévi Strauss, abordaram a imagem como um importante objeto de estudo.
Na mesma linha, porém em outra direção, Bachelard inaugura a chamada "mitocrítica", que se desdobrará mais tarde na "mitoanálise", tornando-se um dos mais notórios pesquisadores da área. Para Gaston Bachelard, em A Poética do Devaneio, os princípios da fenomenologia tratavam de "trazer à plena luz a tomada de consciência de uma sujeito maravilhado pelas imagens poéticas.
A Escola de Grenoble dá continuidade às "recherces sur l'Imaginaire", iniciadas por Bachelard e que contou com a atuação de Gilbert Durand como um dos fundadores e professores eméritos, além de ser autor de As Estruturas Antropológicas do Imaginário, uma obra sem dúvida determinante para as chamadas "ciências do imaginário".
Tais ciências alcançam o fenômeno religioso e as obras de Mircea Eliade e Henry Corbin comprovam que não há contradição nesse encontro. Ambos pesquisadores estudaram grandemente as manifestação do imaginário no universo da religiosidade.
Em síntese, a busca pela compreensão do fenômeno das imagens e do imaginário humano vem cada vez mais se fortalecendo, criando raízes e nos regalando com deliciosos frutos, dentre eles a criação artística e o auto-conhecimento.
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