terça-feira, 26 de junho de 2018

LINGUAGEM CONTEXTUAL REVISADA

A Linguagem Contextual foi elaborada com a finalidade inicial de obter um procedimento de criação de linguagens para dança.
Esta segunda versão da Linguagem Contextual surge da necessidade de correção do texto inicial, na época um rascunho publicado às pressas.

LINGUAGEM CONTEXTUAL

É um método para criação e desenvolvimento de personagens.

A pessoa praticante executa a Ida, um procedimento de investigação do próprio imaginário (para mais detalhes sobre a Ida ler “Conceito Ida”, disponível em: http://neopardasciadeartes.blogspot.com/p/conceito-ida.html).

As memórias resultantes de impressões de Ida (*) são as diretrizes para a construção de personagens. As lembranças da Ida funcionam como o passado do personagem.
As memórias virão do Registro(*), que neste caso deve ser físico (com o corpo, por isso a primeira relação direta com a dança). A Ida deve ter uma Referência(*) sonora.

Durante a Ida, seguir as condições (Contexto) em que o personagem vai atuar. Exemplo: se o Contexto consiste em ficar com um olho fechado e os pés descalços, então ao fazer a Ida o praticante deverá manter tais condições.

Depois da Ida, o personagem (com sua memória) atua segundo o Contexto.
O Contexto são as condições em que o personagem vai atuar, por exemplo: sem poder falar, mentir, abrir os olhos ou sem poder abrir as mãos etc. O Contexto é de livre escolha e deve ser pré-estabelecido.

A dinâmica do corpo em tais condições (Contexto) e com tal memória cria uma forma de atuar, uma linguagem. Por isso Linguagem Contextual.
(*): Segundo o Conceito Ida.

Autores: Ricardo Aparecido Silva, Aline Magnos (Aline Fatima da Silva Costa Magno) e Thiago Magnos (Thiago da Silva Magno).
Organização e revisão: Aline Magnos.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Modelo do Imaginário - Segunda Versão.


Esta segunda versão é motivada pela necessidade de explicar
com maior detalhe alguns pontos da primeira versão 
do Modelo do Imaginário e pela necessidade de correção daquele texto inicial, 
na época publicado às pressas.

Desse modo, não será incluído nesta versão o sistema em espiral
(que faz parte da primeira publicação), pois ele é prescindível na explicação das
amplitudes das ondas, tema que aqui será tratado de outra forma.



Modelo do Imaginário

Idealizemos a existência em dois planos: Realidade e Imaginário.

Nessa idealização, o Imaginário é o aglomerado das lembranças (imagens), 
inclusive as criadas pela imaginação. Ele é formado por duas partes: o Imaginário Pessoal 
e o Imaginário Intermitente. O primeiro é uma bolha líquida que ocupa alguma região 
do cérebro humano, na qual são armazenadas as imagens (lembranças) de cada pessoa. 
Imaginário Intermitente é o espaço além dos Imaginários Pessoais, onde ecoam todas as 
ondas saídas destes.

E a Realidade é tudo que existe entre matéria, ondas e vácuo, exceto as ondas do Imaginário.

Reunidos no entorno da bolha do Imaginário Pessoal estão, idealmente, os cinco sentidos 
humanos; chamamos esse entorno de Perímetro da Percepção.

Nossos sentidos captam as ondas da Realidade e, juntamente a processos cerebrais, 
as traduzem em Imagens (ondas do Imaginário). A Imagem é o aglomerado de percepções 
captadas pelos sentidos humanos ao mesmo tempo; é formada por um conjunto de ondas.


As ondas estão sempre em um fluxo contínuo: elas entram e saem do Imaginário Pessoal. 
Quando uma onda muda de meio (de líquido para sólido, por exemplo) ela perde amplitude. 
Assim, as ondas vindas da Realidade perdem amplitude ao cruzarem o Perímetro da 
Percepção, por conta da mudança de meio; da mesma forma as ondas que ecoam no 
Imaginário Pessoal perdem novamente amplitude na passagem pelo Perímetro da Percepção
ao saírem.

Em suma, tanto na entrada quanto na saída do Imaginário Pessoal, a onda se divide no 
Perímetro da Percepção, perdendo amplitude, seguindo em duas direções: para fora e para 
dentro da bolha.

No Perímetro da Percepção, quando a onda se divide, pode acontecer o encontro com outra 
onda de mesma frequência, vinda do lado oposto, ocorrendo assim a soma de suas 
amplitudes. A amplificação gerada pelo encontro de ondas de mesma frequência, 
causa a lembrança.

A lembrança é o resgate de uma imagem (ondas) que estava com baixa amplitude no 
Imaginário Pessoal, ou seja, esquecida. O esquecimento acontece porque as ondas vão
gradativamente perdendo amplitude (porém sem nunca chegar a zero), pois nossa atenção 
tende a se manter focada nas ondas de maiores amplitudes.

As ondas vindas do Imaginário Pessoal, depois das divisões e somas de amplitude no 
Perímetro da Percepção, causam reações no corpo, que logo são captadas pelos sentidos, 
passando pelos processos cerebrais e resultando no que chamamos de emoção.

Essas ondas vindas do Imaginário Pessoal geram ondas parecidas com memórias (imagens)
correlatas a elas, acrescidas de conclusão, isto é, um sentido para essa relação entre 
imagens. Esta conclusão também é um conjunto de ondas, mais uma imagem gerada 
nesse processo. Ou seja, as ondas vindas do Imaginário Pessoal geram dois grupos de 
ondas - as de memória e as de conclusão - que juntas formam a emoção.

Depois de gerada, a emoção cruza o Perímetro da Percepção rumo ao Imaginário Pessoal e
reagirá com as ondas que saem sofrendo assim amplificações, transformando-se em outra 
imagem que novamente sairá pelo Perímetro da Percepção causando outra emoção no
corpo. E assim repetindo o processo continuamente.

Nos estados em que a sensibilidade diminui como no sono, sonho ou anestesia, 
há uma diminuição da percepção das ondas da Realidade, entretanto, as ondas de emoção 
continuam a ser bem percebidas. Todas as lembranças nos estados citados, estarão mais 
à mercê das ondas da emoção, que atrairão mais o foco da atenção.  


* * *
Cada corpo humano com seus sentidos ocupa um lugar no espaço, logo, possui um ângulo
 único de captação da Realidade. Sendo assim, no Imaginário Pessoal de cada pessoa, 
as amplitudes das diversas ondas estão em níveis diferentes, como se cada pessoa tivesse 
uma regulagem única em seu “equalizador de imagens”.

As ondas captadas (que entram) tem equalização única e vão ficando registradas (ecoando)
 no Imaginário Pessoal, sendo assim, seus registros (imagens) também são únicos. 
O encontro entre as ondas (imagens) que entram e as que saem deste Imaginário Pessoal, 
também é único.



Autor: Thiago Magnos (Thiago da Silva Magno)
Organização, gráficos e revisão: Aline Magnos (Aline Fatima da SIlva Costa Magno)
Junho de 2018.


GRÁFICOS

  1. IDEALIZAÇÃO DA EXISTÊNCIA




2. O IMAGINÁRIO



3. IMAGEM



sábado, 17 de outubro de 2015



HOJE:
Neopardas Cia. D'Artê às 19h40 no palco Cienticidade da VIRADA CIENTÍFICA, na Praça do Relógio (USP)
apresentando:
IMAGINARIUM:a dimensão das imagens
porque "no universo da cultura o centro está em todo lugar"!

http://www.viradacientifica.prceu.usp.br/2015/project-type/show-apresentacao/


Imaginarium: a dimensão das imagens.
Alince é um ser vindo de uma dimensão chamada Imaginarium e caminha pelo mundo mostrando sua arte e trazendo outros seres de sua terra natal. Está em busca do ULTRAÉDEN, território propício para existência de sua espécie, lá chegando se prepara para mandar uma mensagem holográfica com um mapa para seus conterrâneos.
Tipo de apresentação: Performance/intervenção
Local: VIRADA CIENTÍFICA (USP) - Praça do Relógio
Data: 17/10/2015 - 19h40
Classificação: Livre
Realização: Neopardas Cia. D’Artê



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Lançamento "Pulsante" de Tom Barão

Sobre o Álbum “Pulsante”, de Tom Barão.
(Aline Magnos e Javier Prendes Mojerón)

No dia 08 de agosto de 2015 foi lançado, na passagem Literária, o álbum “Pulsante”.
Tom Barão foi “criado” com base em outro personagem: “Tubarão-Baleia-Narval, do filme IDA (2013). Houve a associação do seu estilo agressivo de tocar com esta criatura que também emite um som grave e avassalador.
“Pulsante” é o primeiro álbum do músico paulistano da zona oeste. De formação clássica vivenciada na Europa, Tom mergulhou vertiginosamente nesse novo gênero, a Ida Sonora, cuja proposta conceitual foi criada pelo produtor Thiago Magnos e desenvolvida por Tom Barão e Alince (Aline Magnos).
Tom já havia feito uma incursão nesse gênero com a sua participação na “Primeira Playlist de Ida Sonora”, álbum lançado em 2014 pela Neopardas Cia de Artes.
Não há monotonia no disco, a cada música nos são apresentadas outras dimensões de som e imagens. Vários instrumentos de sopro aparecem como no inusitado encontro do didjeridu com o saxofone na música “Ridarco”.
E, sendo um disco conceitual ainda há o deleite de ser dançante e envolvente. Foi produzido pelo Pantera (Thiago Magnos).
O nome do álbum não poderia ser mais orgânico. Segundo Tom Barão, as criações em Ida Sonora não usam metrônomo e neste álbum, especificamente, foram utilizadas as pulsações do coração do próprio músico como Referência * para a Ida*.



*Segundo o Conceito Ida.









Foto: Aline Magnos

domingo, 31 de maio de 2015

PIRÂMIDE

A Neopardas Cia. de Artes apresenta:






PIRÂMIDE




Uma performance coreográfica construída a partir do Sistema Ida, uma metodologia de investigação do Imaginário para a criação artística desenvolvida pela Cia..

A queda de uma Alice no mar primordial e seu encontro com seres das profundezas. Ondas, concavidades amplificadoras dos barulhos desse baixo-mar. E dessas águas escuras surge a árvore da existência, portadora da ciência do bem e do mal e que contém em si todos os contrários. Ao fim, mas não ao cabo, a trindade forma a pirâmide, símbolo ancestral que insiste em perdurar em nossa memória.





Nessa obra foram utilizadas as imagens de Ricardo Silva, o Ridarco.




Ficha Técnica:
Direção e concepção: Ricardo SIlva
Trilha Sonora: Thiago Magnos
Produção: Javier Morejón
Direção de Arte: Aline Magnos
Intérpretes: Cléia Plácido, Ricardo Silva, Javier Morejón
Local: Centro Cultural São Paulo

ASSISTA CLICANDO AQUI:
https://www.youtube.com/watch?v=JyqEyXrU6l8

Programa DANCE ESCONDIDA

foto: Anna Ribacamá

O programa Dance Escondida é um meio de divulgação da produção contemporânea de pessoas ligadas à universidade, às artes, à educação, enfim, pessoas que estão produzindo conhecimento de algum modo. Além disso é uma forma de registro, um retrato da nossa época, um acervo audiovisual de personalidades brasileiras e suas produções.
E por que “Dance Escondida”?
Essa é uma frase chave do filme IDA, produção basilar da Cena Artêsta, à qual pertence o programa. É um chamado ao autoconhecimento, a um olhar para si. A dança funciona como instrumento de expressão, como um manifesto do corpo. Valorizamos o corpo como manifestação da vida, da natureza em todas as suas funções orgânicas e inorgânicas – como o intelecto, os fenômenos fantásticos e metafísicos que acontecem “dentro” do corpo (ou se preferirem, em seu “perímetro de existência”).
Dançar é uma ação de valorização do corpo, de valorização do humano.
E por que “escondida”? Em uma época de super exposição da vida privada, esta tornando-se cada vez mais uma vida pública, trazemos esse convite à intimidade, do olhar para si, do ver-se. Para isso não basta olhar no espelho ou fazer selfies, é preciso mergulhar no oceano de si.

Por isso convidamos pessoas que estão adentrando suas próprias profundezas e trazendo conteúdos de lá por meio de suas produções intelectuais, artísticas, pedagógicas e por aí vai. E ao final de cada programa eu convido @ entrevistad@ para uma dança, num gesto de valorização do encontro e expondo a beleza de um equilíbrio dinâmico (que sempre está em movimento) entre o estar só e o estar com o outro.

Para assistir clique aqui:
https://www.youtube.com/channel/UCBMrmPMeA8sj2fZOA2RAkSA

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Programa DANCE ESCONDIDA # 3 com Cléia Plácido!

Ela é do Cangaíba, na Penha e na caminhada da vida, dançando, contruiu uma carreira contundente e bonita.

DANCE ESCONDIDA:

toda sexta-feira, no canal da Neopardas Cia de Artes!

Entrevistas com pessoas que estão colocando a mão na massa e produzindo arte, cultura, ciência e educação!

quem nunca viu, venha ver!


https://www.youtube.com/watch?v=s4rdq_Ou0iM