Modelo do Imaginário

Modelo do Imaginário
Idealizamos a existência em realidade e imaginário.
 O imaginário é o aglomerado das criações da imaginação e demais memórias. Ele é formado por duas partes : o Imaginário Pessoal, uma bolha líquida que, segundo este modelo, ocupa uma região no cérebro humano. Em seu entorno estão reunidos os sentidos, por isso chamamos este  entorno de Perímetro da Percepção, que funciona como limite entre o Imaginário Pessoal, e o Imaginário Intermitente.
 No imaginário Pessoal entram as ondas vindas da Realidade, ali essas ondas podem sofrer alteração em suas frequências ,depois saem pelo Perímetro da Percepção, mas reverberam novamente para dentro do I.P., ou seja, no P.P. a onda se divide.
 As ondas saídas do I.P. continuam ecoando e reverberando no Imaginário Intermitente, lugar onde estão as ondas produzidas por todas as pessoas da área externa dos Imaginários Pessoais. Podemos dizer que, se as imagens são conjuntos de ondas ,no I.I. estão todas as imagens já produzidas.
 A Realidade é tudo que existe entre matéria e vácuo menos as ondas do Imaginário, que estão no mesmo espaço ocupado pela realidade.
 Nosso cérebro capta ondas e as traduz em imagem. A imagem é o aglomerado de percepções captadas pelos sentidos ao mesmo tempo.
 É para as ondas mais amplas que se volta nossa maior atenção, que aqui chamamos de Foco de Atenção. O foco se dissipa da onda mais ampla até a mais baixa entre as captadas pelo Imaginário Pessoal.
 Quando esquecemos algum pensamento ou lembrança, é porque suas ondas se tornaram fracas (menos amplas) o suficiente para prestarmos menos atenção nelas, ou seja, não a percebemos mais.
 Toda onda que cruza P.P. gera alguma emoção. A emoção é algo sentido pelo corpo, pertence à Realidade, não está no Imaginário. É uma onda que saiu do I.P. e cruza o P.P.(sentido à Realidade) gera reações físicas nas regiões do corpo onde se usa classificar de emoções. Essas reações físicas (emoções) entram novamente no Imaginário Pessoal como as demais ondas da realidade que cruzam o P.P. sentido I.P.
 Nos estados de sono, sonho e anestesia há uma diminuição da percepção das ondas da Realidade, entretanto, as ondas de emoção (vindas da Realidade entrando no I.P.)continuam a ser bem percebidas(mais amplas),passando a ser o foco de atenção.
 Todas as lembranças e imaginações nos estados citados, estarão mais à mercê das ondas da emoção sendo assim amplificadas por estas.Os conjuntos de ondas que formam as imagens podem apresentar amplitudes e frequências idênticas ou diversas uma das outras. Como citado no inicio, quando percebemos uma imagem, captamos o conjunto de ondas que a forma. Depois de cruzar o P.P., esse conjunto continua ecoando dentro do Imaginário Pessoal, perdendo cada vez mais amplitude, ou seja sendo ''esquecido''.
 Por ser um espaço onde ecoa todo tipo de onda, ocorrem encontros de ondas no Imaginário. Um conjunto de ondas pode amplificar outro conjunto de mesma frequência. As sequencias idênticas em frequência e proporção de amplitude formam a lembrança.
 Uma imagem que estava fora do foco de atenção (baixa amplitude) é amplificada pelo encontro com outra imagem de mesma frequência, formando-se assim uma lembrança, ou seja, ela retorna ao foco de atenção.
 Quando, na sequência de ondas que se encontram, ocorre divergência na frequência e ou na relação das amplitudes, forma-se uma terceira sequencia, uma imagem diferente das duas iniciais, a formação dessa terceira imagem, o que explica o fenômeno da imaginação.
 Em suma, afirmamos que os processos de lembrança e de imaginação estão ligados ao fenômeno de amplificação de ondas do Imaginário.
 Para melhor analisar as relações do foco de atenção com as amplitudes, elaboramos um segundo modelo de Imaginário. O modelo de deslocamento do foco de atenção. De acordo com esse modelo, o conjunto de ondas ecoa em espiral, tornando-se menos amplo à medida em que adentra o ''túnel'' em espiral no Imaginário Pessoal.
 Quando outro conjunto surge com mesma frequência, as amplitudes se somam e as ondas que estavam perdendo amplitude surgem novamente mais fortes na ''marcação'' correspondente à sua força atualizada.
 O foco de atenção se desloca nessa espiral buscando sempre ondas mais amplas.
O interior do foco de atenção denominamos ''tela das impressões ''.''Tela" para fazer referência à Imagem, ou seja, à reunião das impressões dos cinco sentidos no mesmo instante.
 O papel da Tela das Impressões é  exibir (projetar) a Imagem formada pelas ondas onde o foco de atenção se encontra.

Autor: Thiago Magnos
Organização: Aline Magnos

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