É o
conteúdo deste documento, que explica o que é Ida e o que é o
Sistema Ida.
Ida:
é o deslocamento da consciência no imaginário, feito a partir de
uma Origem e com um Término.
O
substantivo Ida, do verbo ir, é usado aqui com o significado de
deslocar (ir), cujo objeto em deslocamento é a consciência e o
lugar onde ocorre o deslocamento é o Imaginário.
Imaginário:
onde
estão contidas as criações da imaginação e as demais memórias
das pessoas.
Sistema
Ida: Ida com uma forma de Registro feita pelo praticante no
decorrer da Incursão, seguida da análise do Registro com a
finalidade de lembrar o roteiro das impressões (pensamentos)
percebidas no decorrer da experiência.
O Sistema
Ida é uma forma de “mapear” o imaginário.
Movimento
Ida: o “aglomerado” das produções feitas com o uso do
Sistema Ida. E que seja de autoria de qualquer pessoa que declare
usar o sistema ida em suas produções, seja durante todo o processo
de produção ou só em parte dele, e que saiba explicar como
funciona o sistema ida.
Sistema Ida
Observação:
os itens numerados abaixo são os elementos do sistema ida e estão
na sequência de execução.
1.
Origem: marca o início da Ida. É a impressão que precede o início
da Referência ou é a primeira impressão
da Referência. Como ela também é útil no momento do mapeamento
para não misturar as memórias da incursão com as anteriores, é
uma boa opção pontuá-la bem com qualquer impressão que impacte na
atenção do praticante – como tomar um gole de limão
repentinamente, ouvir um estrondo ou receber um balde de água fria.
2.
Referência: cria um caminho que se estende da Origem ao Término.
Algo repetitivo que a pessoa em prática possa captar pelos sentidos,
como uma batida sonora ou algo vibrando em contato com o corpo.
3.
Incursão: é unicamente o deslocamento da consciência no
imaginário, é precedida pela Origem, acompanhada do Registro e da
Referência e acaba no Término.
4.
Registro: uma forma de marcar as impressões de forma instantânea.
Pode ser consciente ou não. Ex: durante a incursão deixa-se uma
câmera gravando enquanto a pessoa em prática mexe o corpo à
vontade; a pessoa praticante põe tinta nas mãos e pinta (de olhos
abertos ou não) alguma superfície; deixa um gravador de áudio
registrando os barulhos que o corpo faz.
5.
Término: o fim da incursão. É também útil no momento do
mapeamento para não misturar as memórias da incursão com as
posteriores. O fim da Referência marca o Término da Incursão. Ex.
de término: se a referência for uma batida, o toque da última
batida marca o Término.
6.Mapeamento:
consiste em avaliar o Registro para lembrar o que foi pensado durante
a incursão. Cada “ponto” do registro corresponde ao pensamento
do mesmo momento. Então, durante o Mapeamento o Registro é usado
como roteiro para a lembrança da Incursão.
Mapa:
o resultado do Mapeamento, a lembrança do roteiro das impressões
(pensamentos) percebidas no decorrer da incursão.
Thiago Magnos
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