olhar científico e artístico: eis uma das condições paradoxais da pós-modernidade. estamos no olho do furacão. epicentro defumador de outros paradigmas.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
A BRUXA TÁ SOLTA!
A penúltima do ano: muita ágúa, muito fogo, muita terra e muito ar no rolê que é pras bruxa pirar!...
Evento realizado mensalmente pela Neopardas Cia. de Artes em parceria com o Coletivo da Gruta e a República do Castelo Auila. Nele fazemos uma exposição prático-teórica da nossa pesquisa estética baseada na bombástica potencia criativa do imaginário.
Estímulos visuais/sonoros, em busca de uma "razão sensível".
Na histórica República do Castelo Auila!
é lua crescente
é tempo de libertar o que tá preso
vem.
Evento realizado mensalmente pela Neopardas Cia. de Artes em parceria com o Coletivo da Gruta e a República do Castelo Auila. Nele fazemos uma exposição prático-teórica da nossa pesquisa estética baseada na bombástica potencia criativa do imaginário.
Estímulos visuais/sonoros, em busca de uma "razão sensível".
Na histórica República do Castelo Auila!
é lua crescente
é tempo de libertar o que tá preso
vem.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Os Ibejis, o círculo de fogo e a Menina Terra.
Salve!
Há alguns anos, no dia 27 de setembro fui ao mercado pela manhã e sem explicação senti uma forte vontade de comprar um saco de balas pra levar para meus sobrinhos na Cidade Tiradentes. Chegando lá, meu pai comenta ao ver eu distribuindo as balas:
- É de Cosme e Damião?
e eu:
- Não tinha pensado nisso, por que?
- Por que hoje, 27 de setembro é dia deles.
Susto.
corta.
2014, sábado 27 de setembro.
Levei meu pixote pra comer doce e caruru no espaço da capoeira Guerreiros de Senzala.
Tinha caruru no morro do querosene também, mas não deu pra ir porque estávamos trabalhando na
PRIMEIRA IDA: TERCEIRA PARTE - IDA NA GRUTA.
Os dois ibeji do rolê, Airam e Dionísio estavam soltos pelo castelo, nos brindando com suas mulequices e manhas.
Iniciamos os trabalhos com a terceira parte da IDA rumo à construção do ULTRAÉDEN, um mundo comum a tod@s no imaginário.
Mais pra noite chega Menina Terra com suas cordas hippies e toques num tambor afro-indígena de pele de vaca feito na Bahia durante um retiro de solidão à lá Zaratustra de Juli Luz (tocadeira do mesmo). Abriu os caminhos da noite á dentro.
Em seguida um grupo de quatro homens formava o Octopus_Esia, performance-rito que veio arrombando os cadeados das prisoes de bestas ancestrais.
Depois baixou o Samba da Torre bambando uma pegada malandra, preta e pós-moderna. É isso mesmo!
Dizem as bocas que ficaram por lá madrugada à dentro que o negócio foi longe, regado a muita música feita por todos, corpos dançaram, consciências alcançaram outros estados.
Em outubro nos encontraremos novamente.
Axé.
Há alguns anos, no dia 27 de setembro fui ao mercado pela manhã e sem explicação senti uma forte vontade de comprar um saco de balas pra levar para meus sobrinhos na Cidade Tiradentes. Chegando lá, meu pai comenta ao ver eu distribuindo as balas:
- É de Cosme e Damião?
e eu:
- Não tinha pensado nisso, por que?
- Por que hoje, 27 de setembro é dia deles.
Susto.
corta.
2014, sábado 27 de setembro.
Levei meu pixote pra comer doce e caruru no espaço da capoeira Guerreiros de Senzala.
Tinha caruru no morro do querosene também, mas não deu pra ir porque estávamos trabalhando na
PRIMEIRA IDA: TERCEIRA PARTE - IDA NA GRUTA.
Os dois ibeji do rolê, Airam e Dionísio estavam soltos pelo castelo, nos brindando com suas mulequices e manhas.
Iniciamos os trabalhos com a terceira parte da IDA rumo à construção do ULTRAÉDEN, um mundo comum a tod@s no imaginário.
Mais pra noite chega Menina Terra com suas cordas hippies e toques num tambor afro-indígena de pele de vaca feito na Bahia durante um retiro de solidão à lá Zaratustra de Juli Luz (tocadeira do mesmo). Abriu os caminhos da noite á dentro.
Em seguida um grupo de quatro homens formava o Octopus_Esia, performance-rito que veio arrombando os cadeados das prisoes de bestas ancestrais.
Depois baixou o Samba da Torre bambando uma pegada malandra, preta e pós-moderna. É isso mesmo!
Dizem as bocas que ficaram por lá madrugada à dentro que o negócio foi longe, regado a muita música feita por todos, corpos dançaram, consciências alcançaram outros estados.
Em outubro nos encontraremos novamente.
Axé.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Modelo do Imaginário
Idealizamos a existência em realidade e imaginário.
O imaginário é o aglomerado das criações da imaginação e demais memórias. Ele é formado por duas partes : o Imaginário Pessoal, uma bolha líquida que, segundo este modelo, ocupa uma região no cérebro humano. Em seu entorno estão reunidos os sentidos, por isso chamamos este entorno de Perímetro da Percepção, que funciona como limite entre o Imaginário Pessoal, e o Imaginário Intermitente.
No imaginário Pessoal entram as ondas vindas da Realidade, ali essas ondas podem sofrer alteração em suas frequências ,depois saem pelo Perímetro da Percepção, mas reverberam novamente para dentro do I.P., ou seja, no P.P. a onda se divide.
As ondas saídas do I.P. continuam ecoando e reverberando no Imaginário Intermitente, lugar onde estão as ondas produzidas por todas as pessoas da área externa dos Imaginários Pessoais. Podemos dizer que, se as imagens são conjuntos de ondas ,no I.I. estão todas as imagens já produzidas.
A Realidade é tudo que existe entre matéria e vácuo menos as ondas do Imaginário, que estão no mesmo espaço ocupado pela realidade.
Nosso cérebro capta ondas e as traduz em imagem. A imagem é o aglomerado de percepções captadas pelos sentidos ao mesmo tempo.
É para as ondas mais amplas que se volta nossa maior atenção, que aqui chamamos de Foco de Atenção. O foco se dissipa da onda mais ampla até a mais baixa entre as captadas pelo Imaginário Pessoal.
Quando esquecemos algum pensamento ou lembrança, é porque suas ondas se tornaram fracas (menos amplas) o suficiente para prestarmos menos atenção nelas, ou seja, não a percebemos mais.
Toda onda que cruza P.P. gera alguma emoção. A emoção é algo sentido pelo corpo, pertence à Realidade, não está no Imaginário. É uma onda que saiu do I.P. e cruza o P.P.(sentido à Realidade) gera reações físicas nas regiões do corpo onde se usa classificar de emoções. Essas reações físicas (emoções) entram novamente no Imaginário Pessoal como as demais ondas da realidade que cruzam o P.P. sentido I.P.
Nos estados de sono, sonho e anestesia há uma diminuição da percepção das ondas da Realidade, entretanto, as ondas de emoção (vindas da Realidade entrando no I.P.)continuam a ser bem percebidas(mais amplas),passando a ser o foco de atenção.
Todas as lembranças e imaginações nos estados citados, estarão mais à mercê das ondas da emoção sendo assim amplificadas por estas.Os conjuntos de ondas que formam as imagens podem apresentar amplitudes e frequências idênticas ou diversas uma das outras. Como citado no inicio, quando percebemos uma imagem, captamos o conjunto de ondas que a forma. Depois de cruzar o P.P., esse conjunto continua ecoando dentro do Imaginário Pessoal, perdendo cada vez mais amplitude, ou seja sendo ''esquecido''.
Por ser um espaço onde ecoa todo tipo de onda, ocorrem encontros de ondas no Imaginário. Um conjunto de ondas pode amplificar outro conjunto de mesma frequência. As sequencias idênticas em frequência e proporção de amplitude formam a lembrança.
Uma imagem que estava fora do foco de atenção (baixa amplitude) é amplificada pelo encontro com outra imagem de mesma frequência, formando-se assim uma lembrança, ou seja, ela retorna ao foco de atenção.
Quando, na sequência de ondas que se encontram, ocorre divergência na frequência e ou na relação das amplitudes, forma-se uma terceira sequencia, uma imagem diferente das duas iniciais, a formação dessa terceira imagem, o que explica o fenômeno da imaginação.
Em suma, afirmamos que os processos de lembrança e de imaginação estão ligados ao fenômeno de amplificação de ondas do Imaginário.
Para melhor analisar as relações do foco de atenção com as amplitudes, elaboramos um segundo modelo de Imaginário. O modelo de deslocamento do foco de atenção. De acordo com esse modelo, o conjunto de ondas ecoa em espiral, tornando-se menos amplo à medida em que adentra o ''túnel'' em espiral no Imaginário Pessoal.
Quando outro conjunto surge com mesma frequência, as amplitudes se somam e as ondas que estavam perdendo amplitude surgem novamente mais fortes na ''marcação'' correspondente à sua força atualizada.
O foco de atenção se desloca nessa espiral buscando sempre ondas mais amplas.
O interior do foco de atenção denominamos ''tela das impressões ''.''Tela" para fazer referência à Imagem, ou seja, à reunião das impressões dos cinco sentidos no mesmo instante.
O papel da Tela das Impressões é exibir (projetar) a Imagem formada pelas ondas onde o foco de atenção se encontra.
Autor: Thiago Magnos
Organização: Aline Magnos
LINGUAGEM CONTEXTUAL
Fazer IDAs para manifestar, desenvolver um personagem, um ser.
As leis existenciais deste personagem formam o Contexto. Elas são as condições nas quais ele pode existir.
A linguagem contextual é uma forma de existir porque serve para apreender o ambiente, se comunicar nele e executar demais deslocamentos.
Assim, a linguagem Contextual é formada por um personagem (constituído com o sistema IDA) mais as leis existenciais (Contexto)
A IDA para manifestar, desenvolver este ser terá como referência um som constante que pode ser, inclusive, uma palavra. Por exemplo: fazer uma IDA ouvindo a gravação que repete a palavra ''vento'' no mesmo tom .O registro deve ser físico (corpo) para desenvolver o personagem.
A IDA ou as IDAS para formar este personagem devem ser feitas dentro do contexto pré-estabelecido.
Do conjunto de imagens que formarão o Roteiro dessa IDA, deve-se extrair as imagens relacionadas ao personagem em criação.
Estas imagens, serão a memória desse personagem em criação.
Caso não seja necessário extrair imagens específicas usa-se todas as imagens das IDAS como memória do personagem.
Autor: Thiago Magnos
Organização: Aline Magnos e Ricardo Silva
Autor: Thiago Magnos
Organização: Aline Magnos e Ricardo Silva
quinta-feira, 17 de julho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
PRIMEIRA IDA E LANÇAMENTO DO MODELO DO IMAGINÁRIO
Saudações!
Você
já conhece nosso trabalho, continuamos produzindo arte e outras
formas de cultura com base no Conceito Ida, nosso método de pesquisa
sobre o imaginário.
Gostaríamos
de convidá-l@ para participar do lançamento do Modelo de
Imaginário, criado por Thiago da Silva Magno, o Thiago Magnos.
Depois
do lançamento haverá a 1ª IDA. Sua participação será importante
nesse experimento que faremos utilizando o modelo. Trata-se de uma
vivência prática de exploração do imaginário que não exige
nenhum conhecimento prévio na área. Prometemos não te machucar!
Lembrando
que, apesar de gostarmos muito de festas, este evento não é uma
festa. Haverá uma apresentação teórica e um momento de
experimentação prática do modelo que necessitará de sua
participação ativa.
Orientação:
vá com roupas confortáveis.
Obrigada pela parceria!
Aline
Magnos
sábado, 24 de maio de 2014
LUZIA E EU
Luzia
é um busto feito sem pretensões artísticas.
É
um objeto científico.
Entretanto, se pensarmos que as especulações
da ciência advém da mesma fonte de uma Monalisa, por exemplo, fica
menos surpreendente sentir aquela sensação de perplexidade que,
dizem, "somente a arte pode proporcionar".
Luzia, o busto,
independentemente de qualquer grande descoberta científica, me leva
à uma ancestralidade tão remota que já virou fantástica, mítica.
É uma Deusa.
Assim, os povos antigos ("primitivo" acho
pejorativo) lidavam com seus ancestrais, como divindades.
E Luzia me
apareceu num sonho, não diretamente, mas de forma enfática: eu
havia esculpido um busto em madeira preta e explicava a alguém que
aquele busto era inspirado no de Luzia e então no meu imaginário,
naquele momento do sonho, aprecia a imagem dela.
Realmente era uma
imagem que se encontrava num nível profundo do meu imaginário, pois
ela apareceu como uma imaginação dentro de um sonho.
E, veja só, o
crânio de Luzia foi encontrado na América e não na África, como
pode-se supor. O nome foi dado pelo cientista que o descobriu e foi
inspirado em Lucy, fóssil de Australopithecus
afarensis de
3,2 milhões de anos, descoberto em 1974 na Etiópia.
Luzia, é,
digamos, mais jovem. Teria aproximadamente 14 mil anos e sua
existência fundamenta a hipótese de que antes dos mongoloides, povos
chamados "aborígenes americanos" teriam chegado por aqui
vindos pelo estreito de Bering.
A parte louca é que isso tudo tem a
ver comigo. Está presente em meu imaginário e por vezes se
manifesta.
Eu, como pesquisadora e como artista, acho é bom a
ciência estar mais próxima da arte do que comumente se imagina.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
fotografias de uma estética
Essa fotografia foi feita em janeiro de 2010, bem antes do surto "selfie". Ela propõe um engolimento pelo enquadramento. É a Mamusca, uma realidade dentro da outra. É um auto-retrato que revela um mergulho em várias camadas até chegar no centro-círculo donde emana tudo.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
ULTRAÉDEN - O INÍCIO
O Nada é o terreno onde eclode violentamente a Árvore Existencial. Ela é o início da construção de um mundo chamado Ultraéden.
A partir
de pesquisas no campo do imaginário e da psicologia profunda,
dialogando com os escritos de autores como Gilbert Durand, Bachelard e Gustav Jung, o espetáculo
encenado pela Neopardas Cia. de Artes, estreia com uma roupagem híbrida que
vai da performance ao experimento científico.
Trata-se
da prática de um sistema de mapeamento do imaginário, o Sistema
Ida, desenvolvido por Thiago Magnos, diretor e integrante da cia.
Cada cena foi construída a partir de incursões reais no imaginário
de cada dançarino que geraram mapas de imagens que são traduzidas
em movimento e em estética.
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