olhar científico e artístico: eis uma das condições paradoxais da pós-modernidade. estamos no olho do furacão. epicentro defumador de outros paradigmas.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
PRIMEIRA IDA E LANÇAMENTO DO MODELO DO IMAGINÁRIO
Saudações!
Você
já conhece nosso trabalho, continuamos produzindo arte e outras
formas de cultura com base no Conceito Ida, nosso método de pesquisa
sobre o imaginário.
Gostaríamos
de convidá-l@ para participar do lançamento do Modelo de
Imaginário, criado por Thiago da Silva Magno, o Thiago Magnos.
Depois
do lançamento haverá a 1ª IDA. Sua participação será importante
nesse experimento que faremos utilizando o modelo. Trata-se de uma
vivência prática de exploração do imaginário que não exige
nenhum conhecimento prévio na área. Prometemos não te machucar!
Lembrando
que, apesar de gostarmos muito de festas, este evento não é uma
festa. Haverá uma apresentação teórica e um momento de
experimentação prática do modelo que necessitará de sua
participação ativa.
Orientação:
vá com roupas confortáveis.
Obrigada pela parceria!
Aline
Magnos
sábado, 24 de maio de 2014
LUZIA E EU
Luzia
é um busto feito sem pretensões artísticas.
É
um objeto científico.
Entretanto, se pensarmos que as especulações
da ciência advém da mesma fonte de uma Monalisa, por exemplo, fica
menos surpreendente sentir aquela sensação de perplexidade que,
dizem, "somente a arte pode proporcionar".
Luzia, o busto,
independentemente de qualquer grande descoberta científica, me leva
à uma ancestralidade tão remota que já virou fantástica, mítica.
É uma Deusa.
Assim, os povos antigos ("primitivo" acho
pejorativo) lidavam com seus ancestrais, como divindades.
E Luzia me
apareceu num sonho, não diretamente, mas de forma enfática: eu
havia esculpido um busto em madeira preta e explicava a alguém que
aquele busto era inspirado no de Luzia e então no meu imaginário,
naquele momento do sonho, aprecia a imagem dela.
Realmente era uma
imagem que se encontrava num nível profundo do meu imaginário, pois
ela apareceu como uma imaginação dentro de um sonho.
E, veja só, o
crânio de Luzia foi encontrado na América e não na África, como
pode-se supor. O nome foi dado pelo cientista que o descobriu e foi
inspirado em Lucy, fóssil de Australopithecus
afarensis de
3,2 milhões de anos, descoberto em 1974 na Etiópia.
Luzia, é,
digamos, mais jovem. Teria aproximadamente 14 mil anos e sua
existência fundamenta a hipótese de que antes dos mongoloides, povos
chamados "aborígenes americanos" teriam chegado por aqui
vindos pelo estreito de Bering.
A parte louca é que isso tudo tem a
ver comigo. Está presente em meu imaginário e por vezes se
manifesta.
Eu, como pesquisadora e como artista, acho é bom a
ciência estar mais próxima da arte do que comumente se imagina.
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